Oscars

O Oscar 2016 ♡

A noite mais esperada do ano (pra mim) chegou! Ver aqueles rostinhos talentosos e lindos na plateia me fazem gritar agudo, não tem jeito, amo essa premiação. Nessa edição bati meu recorde pessoal de quantidade de filmes assistidos (e falei sobre eles por aqui), então um post de melhores momentos não podia faltar!

Fab Four de 2016

Não me lembro de um ano em que me senti tão acompanhada na espera para a premiação e acho que isso foi graças ao Leo DiCaprio. A internet criou a maior campanha que já vi e a Academia atendeu aos pedidos. Leo ganhou, merecidamente, recebeu standing ovation, fez um discurso incrível durante o qual levantou a questão das mudanças climáticas e demais problemas ambientais. Pra mim, o prêmio veio no momento certo, depois de construir uma carreira impecável, Leo mostrou como aprendeu a ser grande em O Regresso. Atuação por atuação, o Eddie Redmayne merecia tanto quanto, mas já levou no ano passado, então estamos todos satisfeitos!

Momentos históricos (pra internet, pelo menos rs)

Mas minha particular maior felicidade veio das atrizes (e quase sempre é assim). Brie Larson levou Melhor Atriz por O Quarto de Jack e Alicia Vikander o de Melhor Atriz Coadjuvante por A Garota Dinarmaquesa. Foram duas atuações me encantaram logo de cara, em dois dos meus filmes favoritos na temporada. Elas concorriam entre atrizes que amo como Cate Blanchett e Kate Winslet, mas eu gostei muito de ver carinhas novas, quase revelações, levando a estatueta. E a Alicia ainda deu beijinho no Michael Fassbender no momento em que ganhou ❤️ – gossip time! 

Eddie e Brie ❤️

Alicia ❤️

Além de novos talentos, o Oscar teve algo um pouco raro: surpresas! A começar pelo prêmio de Melhor Filme, que ficou com Spotlight! Pra mim, O Regresso marcou mais, mas gostei muito do resultado. Spotlight foi feito com capricho, tem um elenco de ouro, um roteiro que também foi premiado e trás uma discussão dolorida, mas extremamente importante. Outra surpresa foi Matt Rylance vencendo Melhor Ator Coadjuvante, mas, outra vez, foi justo. Teria sido bacana ver o Stallone levar um Oscar depois de tantas décadas como Rocky, mas a atuação de Rylance em A Ponte dos Espiões me impressionou muito, como eu já havia comentado!

Elenco de Spotlight: o MELHOR!

Foram muitos prêmios merecidíssimos: Amy levando Melhor Documentário – apesar de eu ter me apegado a Winter on Fire. Alejandro G. Iñárritu levou por Melhor Diretor, Ennio Moriconne por Trilha Sonora, O Regresso por Cinematografia, Ex Machina (❤️) por Efeitos Visuais e Mad Max com SEIS prêmios técnicos. Também teve participações dos droids de Star Wars (melhor momento), do Woody e do Buzz, a fofura do Jacob Trembay, a Lady Gaga arrepiando a plateia inteira e os vencedores estrangeiros, que sempre emocionam.

Pessoas lindas sendo lindas.

Fofura em pessoa.

É isso… até o próximo ano ❤️.

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A música e a dor, por Amy

O documentário Amy é um dos mais incríveis que já assisti, hands down. Trás várias imagens inéditas de sua vida e acho que a grande sacada foi usá-las pra contar toda a história. Vemos uma Amy jovem, cheia de paixão, e assistimos ela mudar. Durante os dez anos que antecederam sua morte, conforme foi alcançando a fama, é visível como seu olhar foi perdendo o brilho, a forma do seu corpo mudou e tudo ficou meio distorcido. Percebi como nunca antes o quão especial era o ser humano Amy.

Ela sempre teve seus problemas, sempre sentiu demais, amou demais, sofreu demais, sempre se entregou de maneira verdadeira. Amy sentiu o peso e a angústia de existir durante toda sua vida e transbordou tudo isso em forma de poesia quando escrevia suas letras. Foi nessa área que a música a salvou por anos, lhe deu respiro e abrigo, foi sua maior paixão. Algumas das cenas mais incríveis são as de Amy durante a produção de sua grande obra, Back to Black. Tudo ali é puro desabafo, é dor transformada em arte.

Já sua voz só pode ter sido uma dádiva mesmo. Me faz imaginar se a música e a dor já não estavam traçadas no destino. Talvez por ser tão impecável, tão maravilhosa, sua voz fez com que a música se tornasse mais um peso que tivesse que carregar. Ela não sabia ser o que o próprio talento fez com que ela se tornasse. “Essa é uma pessoa que está tentando desparecer”, é o que um de seus amigos um dia enxergou nela.

Dos seus distúrbios alimentares aos abusos de drogas, Amy sempre esteve gritando por ajuda e poucos – pra não dizer ninguém – enxergaram. A pior parte de todo o filme é quando Amy se transforma em uma fonte de piadas para toda a mídia. Suas tropeçadas eram praticamente celebradas, e todos sabem como isso acabou. É impossível não terminar o documentário sentindo uma certa repulsa por esse mundo, que já causou mal a tantas pessoas incríveis.

“Ela falou: ‘Se eu pudesse trocar tudo isso, só pra poder andar pela rua, sem confusão, eu trocaria’”. Talvez Amy fosse talentosa demais pra ser compreendida, verdadeira demais para o mundo, sensível demais para a vida. Tão humana e ao mesmo tempo tão… caralho, que artista!

O poder do sonho humano 

No dia 21 de novembro de 2013, desejando a entrada da Ucrânia na União Europeia e a deposição do então presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich, estudantes ucranianos reuniram-se em protesto em Maidan, a Praça da Independência, na capital do país, Kiev. Durante uma semana, os protestos pacíficos renderam imagens até festivas, de danças e risadas. Porém na noite de 30 de novembro, autoridades investiram brutalmente contra a multidão, ferindo jovens, mulheres e até crianças. Diante da cena absurda, cidadãos de várias partes da Ucrânia reuniram-se aos protestantes, mas a força bruta continuou a ser utilizado pela polícia, o que fez os protestos transformarem-se em uma violenta revolução, que se estendeu por três meses.

Assisti a documentários maravilhosos para o Oscar desse ano, mas Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom com certeza foi o que mais me tocou. As primeiras cenas dos protestos encantam, “Suas almas eram tão puras, eles acreditavam tanta na Ucrânia” é como uma das entrevistadas descreve os estudantes no início. É chocante quando a polícia passou a agredir pessoas indefesas, “Empurraram uma garota de 18 anos e começaram a bater nela”. Já aí comecei a chorar e ao longo de todo o documentário solucei em lágrimas. Acho que assistir a injustiça me deixa à flor da pele dessa maneira, pois a força bruta foi injustificável, na verdade, aquelas eram pessoas que pediam liberdade, nada mais. Os protestos da praça Maidan transformaram-se em uma guerra, com uma centena de mortes incompreensíveis e centenas de feridos.

A sede por independência e justiça motivou aquela que é considerada a primeira revolução geopolítica do século XXI. O diretor Evgeny Afineevsky filmou todo o desenvolvimento do conflito, permitindo uma visão única sobre ele para o mundo. As imagens são um tesouro e é incrível como o diretor se comprometeu a continuar no meio de toda a turbulência, arriscando sua vida, assim como tantos cidadãos. Me fez imaginar se um dia a população brasileira pode tomar uma atitude poderosa como essa, diante do quão ferido nosso país está sendo. Afinal, o conflito teve fim quando Yanukovich renunciou à presidência e, mais tarde, a Ucrânia ingressou na UE.

“Maidan foi uma pequena vitória que mostrou grande coragem. Pelo futuro dos nossos filhos, pessoas estavam dispostas a morrer. Até mesmo quem não tinha filhos. As pessoas saíram às ruas e mostraram que nós temos o poder.”

O abuso do poder e a injustiça também são os assuntos de outro documentário nomeado, Cartel Land, que trata do cartel de drogas no México, mostrando como traficantes conquistam poder autoritário, tirando e arruinado vidas. É um trabalho cinematográfico impecável mas, ao contrário de Winter on Fire, esse é um retrato de uma não-revolução e como o grupo de cidadãos que se propuseram a acabar com o tráfico acabaram contribuindo para piorá-lo.

Acho que serve para nos lembrar a quantidade de conflitos que estão ocorrendo no mundo hoje, em todos os lugares. Na própria Ucrânia, no leste, protestos pró-Rússia expandiram-se em uma violenta guerra, com milhares de mortes até o momento. Nós, humanos, temos o poder de destruir toda beleza através da guerra. Mas também podemos lutar para que o bem e o amor prevaleça, e acredito que é essa a grande mensagem de Winter on Fire.

“Muçulmanos, judeus, cristãos de várias denominações, budistas e pessoas quem não têm uma fé em particular, se trataram com respeito.” “Maidan foi uma experiência singular, quando todos se sentiram unidos, patriotismo real e sentiram a presença de Deus.” Recomendo para todo ser com um coração por aí.

Meu carnaval introvertido e as peripécias do Leo DiCaprio

O meu foi um típico carnaval pra introvertidos, pra nerds, pra amantes de Netflix. Juro que não tive vontade de fazer mais nada. A situação já está preocupante: quero assistir filmes e tomar sorvete repetidamente para o resto da vida. Tudo bem, também cozinhei um pouquinho, dormi e aproveitei a chuva que resolveu cair. Enfim, nada de mais, mas tudo muito bom!

Continuo com a amada maratona do Oscar e ontem fui ao cinema (programa de alegria infinita, já que se tornou raro nos últimos tempos) e assisti ao espetáculo do Leo DiCaprio! A tela grande de uma sala de cinema com certeza deixa experiências cinematográficas mais especiais, mas, independentemente disso, pra mim, O Regresso foi um dos maiores filmes dessa temporada!

Primeiro, é impossível desviar a atenção diante de tudo que está acontecendo na tela. O instinto de sobrevivência e o que vamos aprendendo sobre o passado do personagem principal faz com que quem assiste crie por ele muito simpatia, o que é incrível considerando suas poucas falas. O personagem é todo construído por expressões faciais e acredito que aí está o grande feito do Leo DiCaprio. Os olhos dele falam durante todo o filme, algo lindo de assistir. Fui convencida de que todo o Oscar Buzz em cima do Leo nesse ano não é simples criação de memes da Internet e essa é sim uma atuação digna de estatueta, que irá honrar a carreira impecável que ele construiu até agora.

O filme também me encantou muito por sua cinematografia, recheada de cortes de paisagens naturais. É simplesmente de tirar o fôlego! Também tem o Tom Hardy, arrasando como o violão (do tipo que não dá pra gostar nem pouco) e Domhnall Gleeson (que está em todas esse ano, para a minha total felicidade!).

E na tela modesta do meu computador também está rolando bastante coisa boa e eu já completei várias categorias do Oscar (yay!). Esses são alguns dos filmes que conferi nesses últimos dias:

Trumbo e Divertida mente foram deliciosos de assistir, mas Joy, apesar de algumas cenas incrivelmente bem feitas, foi um pouco fraco pra mim. Já Anomalisa, bem, acho que ainda estou digerindo. Eu já me apaixonei por muitos filmes que outros consideraram estranhos, mas falhei em entender a beleza de sua significante estranheza, preciso re assistir um dia.

E é isso! Como foi o carnaval de vocês? Teve Netflix ou samba?

Maratona do Oscar – atualizando 

Continuo dedicada ao Oscar e, com certeza, esse vai ser o ano em que vou chegar mais perto de completar a lista – mas troquei a pipoca por sorvete (já tomei um pote do de torta de limão <3). Mas vamos ao que interessa rsrs:

Spotlight

Conta a história real de um grupo de jornalistas que propõem-se a investigar os casos de assédio sexual infantil realizados por padres. Conforme a investigação avança, eles começam a perceber que os casos são muito mais numerosos do poderiam imaginar. É um filme feito com muito capricho e comprometimento com a seriedade da situação. Está nomeado a melhor filme, roteiro original, direção, montagem e melhores coadjuvantes, para a Rachel McAdams (❤️) e Mark Ruffalo (❤️).

Mad Max – Fury Road (Mad Max – Estrada da Fúria)

Encarei as tantas nomeações para Mad Max com um pouco de relutância. Depois de assistir, sim, o filme merece, principalmente pelo fato de toda a ação não ser nem um pouco cansativa (e eu geralmente não curto ação). A história cheia de estranhices acaba sendo envolvente e os personagens principais Max (Tom Hardy) e Furiosa (Charlize Theron) são incríveis. Também adorei ver o Nicholas Hount por lá! É muito interessante quando filmes não convencionais recebem a atenção da Academia, apesar de outros – talvez até melhores – terem sido ignorados no passado, o que ainda deixa uma certa receio no ar. De qualquer forma, esse aqui está concorrendo em 10 categorias, incluindo melhor filme.

Bridge of Spies (Ponte do Espiões)

Por mais que eu me apaixone pelos “alternativos” da vida, filmes como esse sempre me emocionam e me relembram porque me apaixonei pelo cinema quando tinha 11 anos. Dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Hanks (uma dupla infalível) conta história de um advogado americano que passa a defender um espião soviético, em plena guerra fria. A defesa tinha como objetivo mostrar a democracia da justiça americana, mas Donovan, o advogado, acaba de fato poupando o espião da cadeira elétrica, que era o destino desejado pelos americanos. Toda a situação trás a tona questões muito humanas e até atuais, como a falta de tolerância ou humanidade das pessoas em períodos de crise ou guerra.

Indicado a melhor filme e, entre outras categorias, Mark Rylance, que interpreta Rudolf, o espião, recebeu uma muitíssimo merecida indicação como melhor ator coadjuvante.

Straight Outta Compton: A História do N.W.A

Gostei desse filme muito mais do que esperava. Conta a trajetória do grupo de hip hop N.W.A, falando sobre preconceitos raciais e as entrelinhas ruins do mundo da música. Adorei os personagens e por causa deles a gente acaba se envolvendo muito na história. Acho que merecia mesmo algum espaço nas premiações do ano e está no Oscar na categoria de melhor roteiro original.

45 Years (45 Anos)

Charlotte Rampling (nomeada na categoria de melhor atriz) está mesmo divina como uma mulher que, após 45 anos casada, descobre informações sobre o relacionamento anterior de seu marido. Essa mulher do passado e sua morte, ocorrida há tantas décadas, mas nunca mencionada, acaba transformando-se em uma barreira entre o casal. Aviso que é bem tristinho.

Theeb

O primeiro filme estrangeiro que conferi. Original da Jordânia, fala sobre os sentimentos e instintos humanos, sob o olhar de um menino, tendo como cenário uma realidade totalmente diferente da que estamos acostumados. É um filme bastante simples, tanto no roteiro quanto na cinematografia, mas talvez seja exatamente nesse ponto que esteja sua qualidade.

É isso, gente. O cinema nunca falha em me acolher. Como amo! ❤️

Maratona do Oscar

Continuando a maratona de filmes, agora com a lista do Oscar já em mãos! Na última semana, além de comer pipoca todos os dias rs, assisti esses aqui:

The Martian (Perdido em Marte)

A sinopse já está no título, Mark Watney precisa sobreviver sozinho em Marte, enquanto todos na Terra acreditam que ele está morto. Me diverti muito assistindo esse filme! Não tem nada daquele drama infinito que geralmente caracteriza filmes sobre viagens fora da Terra. Comédia, ciência e drama dividem a história de maneira muito equilibrada, com um personagem principal muito bom e o Matt Damon, que tá demais! Um dos melhores, acho que todo mundo vai curtir!

Ex Machina

Com certeza, esse aqui merecia receber mais atenção. Um filme quase irretocável, uma história fascinaste – e isso vindo de alguém que nem sempre ama ficção científica. Caleb Smith recebe a oportunidade de testar a robô Ava, para descobrir se a Inteligência Artificial foi finalmente concebida e acaba se envolvendo mais do que esperava. Com certeza merece a indicação de melhor roteiro que recebeu. Me apaixonei mais ainda pelo Domhnall Gleeson e pela Alicia Vikander, dois atores que já haviam me conquistado antes, ele por Harry Potter e Questão de Tempo (❤️) e ela por A Garota Dinamarquesa (minha torcida no Oscar vai pra ela!).

Brooklyn

Adivinha só – também amei esse aqui! Conta a história de Eilis, uma emigrante irlandesa vivendo no Brooklyn. É um jeito um pouco diferente de contar uma história que já conhecemos, mas fazia tempo que um romance não me envolvia tanto. Achei o casal principal simplesmente apaixonante, mas o filme também discute a individualidade, a independência, a dificuldade em encontrar coragem para sair de casa e conquistar o mundo! Saoirse Ronan, sua linda, arrasou mais uma vez (pra quem não lembra, ela é a garotinha de Desejo e Reparação e está sendo indicada ao Oscar pela segunda vez)!

Carol

Já de Carol eu acho que esperava mais. Therese (Rooney Mara) é uma jovem que se apaixona por Carol (Cate Blanchett). Acontece que a história se passa nos anos 50, quando a homossexualidade não era aceita. Atuações impecáveis, assim como a trilha sonora e a cinematografia, e o roteiro até que é envolvente, mas, no fim, pra mim a história em si deixou a desejar. Ainda assim, está entre os melhores dramas de 2015 e vale a pena conferir, principalmente para quem gosta de histórias com um toque de mistério.

The Big Short (A Grande Aposta)

Conta a história real daqueles que previram a crise de 2008 e investiram contra o mercado imobiliário americano, algo impensável para a maioria das pessoas. Um roteiro afinado e banhado de sarcasmo, com cenas e montagens muito divertidas (apesar de que, se posso ser sincera, confesso que não entendi tudo rsrs). Além do quarteto fantástico de atores: Christian Bale, Ryan Gosling, Steve Carell e Brad Pitt. Não é o tipo de filme que entra pra minha lista de favoritos, mas, repito, vale muito apena conhecer essa história!

Se contei certinho, são 41 filmes indicados ao Oscar 2016 (contando os documentários e dispensando os curtas e as categorias de melhor trilha sonora). Até agora foram 9 e vou continuar assistindo até onde conseguir. A premiação é no dia 28 de fevereiro, então ainda temos tempo para bastaaante filme! ❤️

Filmes fresquinhos ♡

Já relatei por aqui minha paixão pela temporada de premiações de cinema. A cada ano tenho conseguido chegar à noite do Oscar com mais filmes assistidos, algo que, pra muitos pode não ser nada especial, mas pra mim, essa avalanche de filmes bons e fresquinhos é a melhor parte do início do ano. Tinha tido a impressão de que não conseguiria assistir muita coisa dessa vez, mas essa semana já emendei três filmes, o que trouxe um gostinho da maravilha que é devorar um atrás do outro.

The Danish Girl (A Garota Dinamarquesa)

A expectativa pra esse filme era grande. A primeira coisa que me chamou a atenção foram os cenários e figurinos – mon Dieu! Mais uma atuação extraordinária do Eddie Redmayne, mas, assim como em A Teoria de Tudo, o filme pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator em 2015, o desenvolvimento de seu personagem só é completo com a presença de uma atriz impecável (Alicia Vikander ganhou meu coração!) e a mulher incrível por ela personificada. É uma história baseada em fatos reais, linda, apesar de trágica – e sim, eu sei que não se deve romantizar a tristeza – trata-se de um assunto delicado e imagino que muito doloroso para os que passam por isso, mas acredito que o filme foi capaz de transmitir sensibilidade e muita beleza no amor incondicional entre os personagens. Trouxe lágrimas aos meus olhos! Com certeza merece estar entre os favoritos!

Room (o Quarto de Jack)

Nunca senti tanta apreensão durante um filme – nunca! O tipo de história que geralmente resulta em filmes ruins: duas pessoas, mãe e filho, sequestrados, presos em um quarto por anos. Mas, aqui, foi uma criação banhada com drama, sensibilidade, capricho e muita beleza. Um grande filme, realmente espero que receba algum prêmio!

Steve Jobs

Diferentemente dos outros dois filmes, eu realmente não esperava muito desse aqui e a surpresa foi das boas! Aaron Sorkin é um grande roteirista e Steve Jobs é mais uma prova disso. A qualidade do filme é quase que completamente sustentada pela originalidade do roteiro e pela atuação de Michael Fassbender, que não falha em me relembrar todos os anos o porque de eu sempre ter gostado dele! Também tem a Kate Winslet, uma das minha ladys favoritas.

Daqui a pouco começa o Globo de Ouro! Alguém animado? ♡