uma compartilhada sincera 

Hoje passo por aqui pra espalhar amor em forma de fotografia, estética impecável, minas fodas e muita sensibilidade. Acompanho o trabalho da Janis pelo Instagram – @janisjfl – há alguns anos e já fazia tempo que queria registrar aqui a inspiração que a fotografia dela traz pra minha vida. É mulher fotografando mulher, enaltecendo a beleza que existe em todas nós, sem sexualisar a sensualidade feminina. Enfim, admiro demais e a beleza é de encher os olhos.

E aproveito pra falar também da Duda – @dudais – cujo trabalho segue a mesma linha. Gente jovem criando arte cheia de personalidade é lindo de ver ❤

(eu não sabia que gostava tanto de pernas até escolher as fotos pra montar esse post)

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Wes Anderson e poster art

Quase todo mundo que gosta de cinema já ouviu e leu bastante sobre Wes Anderson, mas eu queria apenas deixar registrado que acabo de terminar a cinematografia desse artista incrível e, quem sabe, apresentar o trabalho dele pra alguém que ainda não o conheça. Cada um dos 8 filmes escritos e dirigidos por Wes valem a pena e formam um universo único dentro do cinema. Sua principal característica sendo uma fotografia caprichadíssima, que vai evoluindo à cada filme, até chegar à perfeição estética que é O Grande Hotel Budapeste. Além desse, meus favoritos são Os Excêntricos Tenenbaums e A Viagem para Darjeeling mas, de verdade, todos são incríveis!

Bottle Rocket (1996) e Rushmore (1998)

The Royal Tenenbaums (2001) e The Life Aquatic with Steve Zissou (2004)

The Darjeeling Limited (2007) e Fantastic Mr. Fox (2009)

Moonrise Kingdom (2012) e The Grand Budapest Hotel (2014)

Pra ilustrar esse post eu decidi escolher alguns posters alternativos criados por fãs por aí, em vez das imagens mais simples que geralmente uso. São vários trabalhos lindos!

ps: A quantidade de tempo que gastei escolhendo essas imagens e organizando-as chegou a ser trágica! Talvez nem pareça, mas tenho um certo perfeccionismo com a aparência do blog, por isso tento deixar tudo o mais simples possível. Tantas opções de cores e texturas pra serem combinadas me deixaram MUITO atrapalhada. Enfim, toc.

a place within myself

Existe um cenário localizado em algum lugar do meu futuro, no qual penso bastante: eu tenho um trabalho estável, em uma editora, talvez. Não é a rotina de trabalho mais eletrizante do mundo, mas nele eu utilizo um pouco do meu conhecimento adquirido na graduação e um pouco de criatividade. Não sou rica, mas tenho o suficiente pra morar sozinha, provavelmente em um apartamento e consigo pagar minha contas sem preocupação. Tenho dois gatos (quem sabe três?). Alguns vasos estão pendurados perto da janela e há várias suculentas em cantinhos da casa. Minhas prateleiras são abarrotadas de livros. Eu leio bastante. Cozinho pra mim mesma e já larguei a carne de vez. A cada ano viajo por duas semanas, quem sabe três. Talvez por um mês completo. Essas viagens me renovam, me emocionam, me trazem sensações inéditas. Venho pra casa e me sinto acolhida no ambiente que eu mesma criei, limpo e organizado à minha maneira. Chega o dia em que já me sinto confortável em minha própria pele e as manhãs deixam de ser um peso. O amanhã deixa de ser um peso.

Talvez pereça pequeno pra alguns que aspiram por fama ou riqueza. Ou, talvez, para aqueles que já passaram pela vida batalhando, esse tipo de paz e liberdade pareça uma ilusão. Mas, não sei, eu penso bastante nesse futuro e nesse lugar. Pode também parecer uma melancolia do tipo no alarms and no surprises, talvez seja, mas espero um dia ter tudo isso. Ser mais centrada, mas ter espaço pra quando precisar viver minhas crises – e continuar na longa estrada do auto conhecimento.

Por enquanto, querer continuar por aqui na expectativa de ler mais um livro bom, adicionar mais um filme à lista de favoritos, sentir a brisa noturna mais uma vez, mais uma gargalhada. Continuar por aqui pelas expectativas e pelas pequenas coisas. Sobrevivemos dessa forma e, por algum tempo, tudo fica bem.

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inspiração: “this is what my generation is given, this is how low our standards for happiness have to be. a humble existence, a small piece of the world for ourselves, and comfortable stability are just as out of reach for some of us as fame (…)” (x)

Favoritos Oscar 2017

Mais uma temporada de premiações acabando e mais um caminhão de filmes assistidos! Fiz vários posts sobre praticamente todos os nomeados ao Oscar que assisti em 2016 mas, nesse ano, vou resumir em um post só e falar apenas sobre meus favoritos (decisão da qual já estou me arrependendo, tendo que escolher entre tantos…)

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La la land – O filme que abriu a temporada pra mim (e pra maioria das pessoas). Vi duas vezes no cinema, chorei um balde e ouvi a trilha sonora 30 vezes. O significado do título é maravilhoso e perfeito para a história: (algo como) quando alguém está fora da realidade e só consegue pensar em seus sonhos, o que descreve Mia e Sebastian e é a base da relação dos dois. A química entre Emma e Ryan é uma das mais poderosas do cinema atual, as músicas são perfeitas e a fotografia cria um mundo que parece pertencer apenas aos personagens, e é por isso que o filme é tão encantador, somos completamente imersos na história. Enfim, é pura magia! Recebeu 14 nomeações e provavelmente leva o prêmio principal da noite.

Lion – Uma história real sobre sobrevivência e amor, trazida às telas com toda a sensibilidade e o capricho que o cinema tem a oferecer. A primeira parte é carregada pelo incrível Sunny Pawar e a segunda por Dev Patel (o eterno Anwar!). E ainda tem Rooney Mara, formando um dos casais mais lindos do ano. Com 6 nomeações, espero que leve Melhor Ator Coadjuvante.

Capitão Fantástico – Outro filme mágico e original, que levanta discussões maravilhosas e que me inspirou muito! O elenco todo é encantador, mas Viggo Mortensen está incrível e recebe uma indicação para Melhor Ator.

Mulheres do Século 20 – Annette Bening, Greta Gerwig e Elle Fanning são mulheres incríveis nesse filme sobre anos 70, feminismo, punk rock e crise existencial. É óbvio que amei. Nomeado para Melhor Roteiro Original – sempre uma das categorias mais importantes pra mim.

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Moonlight – É raro um filme transmitir o horror de problemas sociais e, ao mesmo tempo, deixar que o espectador conheça os sentimentos mais profundos de seus personagens. Moonlight faz isso maravilhosamente, nos envolvendo em cada momento da vida de Chiron. Ousado, brutal, sensível e com a melhor fotografia do ano. Seria muito lindo vê-lo levando a estatueta de Melhor Filme. Nomeado em 8 categorias.

O Lagosta – Ainda não sei se realmente gostei desse filme, mas talvez esse seja mesmo o intuito. De qualquer jeito, decidi citá-lo pois com certeza é o filme mais estranho e um dos mais perturbadores do ano (empatando com Elle e Animais Noturnos). É pra quem gosta de ritmo lento, cinematografias bonitas e Black Mirror! Nomeado em Melhor Roteiro Original.

A Chegada – Se você chegou até aqui, já percebeu que eu prezo por sensibilidade, fotografia caprichada e atuações marcantes. A Chegada tem tudo isso e é o melhor entre os tantos filmes com tema alienígena/espacial dos últimos anos. Nomeado em 8 categorias – mas a Amy Adams infelizmente não recebeu uma 😦

Também assisti: Animais Noturnos, A Qualquer Custo, Manchester à Beira Mar, Estrelas Além do Tempo, Florence Foster Jenkins, Loving, Elle, Um Limite Entre Nós, Jackie e Até o Último Homem – mais ou menos em ordem de favoritismo. Contando com Animais Fantásticos e Onde Habitam e Doutor Estranho (indicados em categorias mais técnicas), assisti à 19 dos filmes nomeados! Mas talvez nessa semana que ainda falta pra premiação eu consiga conferir algum documentário ou filme estrangeiro 🙂

Claramente eu amo conferir os nomeados, porém, preciso dizer que é mais claro do que nunca pra mim que, apesar do Oscar ser importante como uma tradição, muitos filmes que são esnobados pela Academia são melhores do que alguns aclamados pela mesma. A gente com certeza não pode viver apenas dos filmes selecionados pela Academia, se quisermos entender e aproveitar tudo o que o cinema tem a oferecer. Mas todos os filmes indicados sempre valem a pena e, de qualquer jeito, a festa em si é sempre muito divertida e ridícula pra perder rsrs

Madrugada, introspecção e escrita.

Choveu durante a tarde. Caí no sono enquanto assistia à algum filme e acordei com um temporal. Passei o dia com meu irmão. Conversei com minha avó. Ontem jantei com quatro mulheres inspiradoras da minha família. Estou fazendo uma maratona de filmes pro Oscar. A trilha sonora de La la land é maravilhosa. O tumblr está cheio de coisas reconfortantes. Tenho começado a entender a mágica da arte de Van Gogh – e me apaixonar por cada uma das suas pinturas me traz, todos os dias, uma vibração inédita.

São dessas pequenas coisas que minha mente tem tirado conforto e por isso citá-las me pareceu uma boa maneira de começar esse texto. Agora testemunhem outra tentativa minha de, estando em mais uma das minhas malditas crises, escrever mais, colocar sentimentos nas palavras e concretizar os planos que faço pra mim mesma, nem que seja começando por algo socialmente inútil e auto-centrado como manter o blog.tumblr_obv8mnevvc1qhairto1_400

Acredito que é importante falar um pouco sobre as madrugadas. As madrugadas me confortam: eu estou sozinha, tenho silêncio, posso baixar minha guarda. E as madrugadas me perturbam, pois passar por ela de olhos fechados tem se tornado impossível. Já estudei o teto do meu quarto mais do que gostaria. Meus sonhos gritam dentro da minha cabeça nessa hora do dia, eu quero mais, mas não sei ao certo o que, e eu encaro essa versão distorcida de mim mesma que me tornei. Eu espero pela madrugada e a temo.

Há algo que com certeza está associado à minha relação com o momento mais silencioso do dia: a introspecção. Ela sempre esteve aqui, sempre gostei de ter um momento reservado pra calmaria. Há meses, tenho recusado frequentemente situações sociais que sempre gostei, pelo simples fato de precisar ficar sozinha. Precisar pensar, precisar respirar. Eu sei quando devo me respeitar, mas tenho sido tomada pela sensação de distância em relação às pessoas e pela ansiedade quando estou prestes a encontrá-las. Ando esfomeada de novas experiências, de movimento e de crescimento prático e intelectual, mas alcançar tudo isso me parece tão difícil como atravessar o Mar Vermelho.

E, por fim, volto a falar sobre a escrita. Já fui alguém que sonhava em fazer arte, respirá-la, mas acabei esquecendo disso. Existe alguma parte de mim que ficou pra trás e talvez a escrita me ajude a recuperá-la. Recuperar aspiração, (re)descobrir paixões e adquirir disciplina. Basicamente, condicionar-me a ser menos desgraçada da cabeça e suportar meu coração quase sempre pesado.

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  • textinho escrito ontem (adivinhem, de madrugada). ajeitei hoje e não quis mudar o tempo, assim tá mais sincero. é isso – eu não sei terminar post.

Música e vídeo – favoritos do momento

Faz algum tempo que não falo sobre minhas músicas favoritas do momento por aqui – se bem que não tenho muitas novidades nesse começo de ano. De qualquer jeito, decidi compartilhar não só as músicas, mas também alguns dos meus vídeos favoritos, todos cheios daquela boa e velha melancolia que eu amo. Aqui vai:

Acredito que essa é a terceira vez que falo do Troye por aqui, talvez a quarta, mas meu amor por ele realmente não se esgota. Seu novo vídeo – que foi lançado, não por mera coincidência, um dia antes da inauguração do governo do novo presidente estadunidense – é lindo demais e eu devo ser responsável por metade das suas visualizações. Heaven é uma das minhas músicas favoritas e à cada dia ela significa mais pra mim, e acredito que sua mensagem também é muito importante nesse mundo que parece só ficar mais bagunçado.

Belle and Sebastian é a banda que mais ouvi nos últimos meses. Fiquei muito feliz por finalmente conhecer seus álbuns mais a fundo. Quanto mais descubro, mais encantada eu fico.

A Dodie é maravilhosa, como pessoa e cantando. Nesse vídeo, que assisto todos os dias, ela faz um tributo ao ano de 2016 – ha ha ha. Também amo esse vídeo no qual canta a música tema de La La Land (❤️).

Hozier está, sem dúvida, entre os dez melhores artistas do momento. Compor, tocar e cantar como ele é pra poucos – e seus clipes ainda são caprichadíssimos. Você provavelmente conhece ele por Take me to church, mas eu me apaixonei depois de ouvir Someone New:

Como não consegui me decidir entre os dois vídeos, assista também Cherry Wine, do mesmo ❤️:

E, por fim, Slip, com essa coreografia maravilhosa:

 

O que Sherlock deixa pra mim

Quero começar já deixando claro que esse texto é completamente construído em visões bastante pessoais, não é uma resenha crítica construída em cima de grande conhecimento. Acho que demorei um pouco pra postar por estar procurando escrever algo rebuscado quando, na verdade, espero apenas poder falar sobre algo que gosto muito – como sempre foi nesse bloguezinho.

Enfim, vamos lá. Então, Sherlock: essa série que desde seu início dividiu opiniões por todo o mundo – e certamente por toda a internet. Enquanto muitos a consideram uma série superestimada, ela também é uma das mais famosas da história da televisão britânica. Pessoalmente, ela se tornou bem rápido minha favorita. Foi a primeira a ultrapassar Friends no meu top top pessoal.

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A caracterização de Sherlock Holmes e John Watson resultaram em dois dos personagens que mais amo nessa vida. Ambos são viciados em adrenalina, tendo a profissão investigativa como uma necessidade, o que os torna imperfeitos e um tanto quanto estranhos – ingredientes chave pra eu amar um personagem. A relação que constroem, de mútua compreensão e a maneira como um é capaz de quebrar as barreiras em relação ao outro, é absolutamente lindo de ser assistido.

Obviamente, isso se deve ao trabalho genial de Sir Arthur Conan Doyle, que tem sido admirado, estudado e adaptado incansavelmente ao longo de 130 anos. Mas a questão é que a série da BBC, criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, faz jus ao legado dessa dupla. Com roteiros construídos maravilhosamente, uma produção impecável, diálogos que fluem como música e – ahhhh – os atores! Benedict Cumberbatch e Martin Freeman – realmente acredito que metade do sucesso da série se deu da escolha certeira dos dois como os protagonistas.

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Na minha perspectiva – reforçando que isso é só uma opinião – as primeiras três temporadas beiram à absoluta perfeição, mas já o primeiro episódio da quarta temporada (que estreou no primeiro dia de 2017) foi um pouco decepcionante, alguns clichês apareceram e o ritmo não foi o mesmo. Porém – plot twist! – o episódio seguinte foi brilhante, a elegância do roteiro e da direção foram recuperados e tudo parecia estar certo novamente. Então o finale da temporada aconteceu e um verdadeiro apocalipse se instalou no fandom.

The Final Problem decepcionou à maioria dos fãs, em parte por Johnlock não ter se concretizado – ou seja, John e Sherlock não se revelaram como um casal – algo que eu acho sim que deveria ter acontecido, mas esse não foi realmente o problema. A trama do episódio gira em torno de uma revelação importante sobre o passado dos personagens, algo poderoso e doloroso, que os coloca no limite de sua resistência emocional. A ideia, para mim, era maravilhosamente sombria e prometia um grande episódio, porém, o roteiro final conteve tantas pontas soltas que chega a ser exaustivo conta-las, e são vários os momentos em que os personagens parecem descaracterizados e o ritmo da série mais uma vez balança. Não é que tudo passou a ser ruim, mas o nível das temporadas anteriores é tão alto, que defeitos como esses acabaram sendo muito decepcionantes para os fãs mais dedicados.

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Mas eu quero falar sobre o que eu amei nessa temporada: Sherlock. Ele mesmo. Aquele homem arrogante do início, que, em suas próprias palavras, era melhor sozinho. Sherlock cresceu nessa temporada ainda mais do que nas anteriores, enfrentando obstáculos dignos de season finale em cada um dos três episódios. Sua relação com John, Molly e sua família é posta a prova, quando ele se sacrifica inúmeras vezes para assegurar o bem-estar de cada um. O mesmo acontece em relação a si mesmo, quando falha em manter seu voto com John e Mary, sucumbe ao seu vício em drogas, duvida de sua capacidade e, como já disse, é assombrado por um segredo do passado.

Sua sanidade é posta a prova durante toda a temporada e, confesso, a cena final foi linda e emocionante (com a trilha sonora mais caprichada de toda a série). Tudo isso, interpretado maravilhosamente por Benedict Cumberbatch (mozão), que coloca significado em cada pequeno momento desse personagem que parece conhecer e entender tão bem.

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Então, se essa for mesmo a última temporada (o que espero arduamente que não seja), o que ficará dessa série para mim? Que quem você é, importa. Apesar do contrário ter sido dito em uma infeliz escolha de palavras no “discurso final” da série, as quatro temporadas mostraram sentimento e humanidade por trás da lenda de Sherlock Holmes e Dr. Watson e assim ela permanecerá na minha vida.

Acredite, eu poderia falar muito mais sobre esse assunto, mas acho que já foi o suficiente hehehe. Meus dedos estão cruzados para que um dia eu volte a falar de Sherlock, com episódio novos. De qualquer maneira, se acontecer, levará alguns anos.