O que Sherlock deixa pra mim

Quero começar já deixando claro que esse texto é completamente construído em visões bastante pessoais, não é uma resenha crítica construída em cima de grande conhecimento. Acho que demorei um pouco pra postar por estar procurando escrever algo rebuscado quando, na verdade, espero apenas poder falar sobre algo que gosto muito – como sempre foi nesse bloguezinho.

Enfim, vamos lá. Então, Sherlock: essa série que desde seu início dividiu opiniões por todo o mundo – e certamente por toda a internet. Enquanto muitos a consideram uma série superestimada, ela também é uma das mais famosas da história da televisão britânica. Pessoalmente, ela se tornou bem rápido minha favorita. Foi a primeira a ultrapassar Friends no meu top top pessoal.

3438c23d987936ad2a08e7358f092357

A caracterização de Sherlock Holmes e John Watson resultaram em dois dos personagens que mais amo nessa vida. Ambos são viciados em adrenalina, tendo a profissão investigativa como uma necessidade, o que os torna imperfeitos e um tanto quanto estranhos – ingredientes chave pra eu amar um personagem. A relação que constroem, de mútua compreensão e a maneira como um é capaz de quebrar as barreiras em relação ao outro, é absolutamente lindo de ser assistido.

Obviamente, isso se deve ao trabalho genial de Sir Arthur Conan Doyle, que tem sido admirado, estudado e adaptado incansavelmente ao longo de 130 anos. Mas a questão é que a série da BBC, criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, faz jus ao legado dessa dupla. Com roteiros construídos maravilhosamente, uma produção impecável, diálogos que fluem como música e – ahhhh – os atores! Benedict Cumberbatch e Martin Freeman – realmente acredito que metade do sucesso da série se deu da escolha certeira dos dois como os protagonistas.

2bb26b87ba2cccbb5a96319c7293617d

Na minha perspectiva – reforçando que isso é só uma opinião – as primeiras três temporadas beiram à absoluta perfeição, mas já o primeiro episódio da quarta temporada (que estreou no primeiro dia de 2017) foi um pouco decepcionante, alguns clichês apareceram e o ritmo não foi o mesmo. Porém – plot twist! – o episódio seguinte foi brilhante, a elegância do roteiro e da direção foram recuperados e tudo parecia estar certo novamente. Então o finale da temporada aconteceu e um verdadeiro apocalipse se instalou no fandom.

The Final Problem decepcionou à maioria dos fãs, em parte por Johnlock não ter se concretizado – ou seja, John e Sherlock não se revelaram como um casal – algo que eu acho sim que deveria ter acontecido, mas esse não foi realmente o problema. A trama do episódio gira em torno de uma revelação importante sobre o passado dos personagens, algo poderoso e doloroso, que os coloca no limite de sua resistência emocional. A ideia, para mim, era maravilhosamente sombria e prometia um grande episódio, porém, o roteiro final conteve tantas pontas soltas que chega a ser exaustivo conta-las, e são vários os momentos em que os personagens parecem descaracterizados e o ritmo da série mais uma vez balança. Não é que tudo passou a ser ruim, mas o nível das temporadas anteriores é tão alto, que defeitos como esses acabaram sendo muito decepcionantes para os fãs mais dedicados.

7df8058313ca2962b2a6c16461530900

Mas eu quero falar sobre o que eu amei nessa temporada: Sherlock. Ele mesmo. Aquele homem arrogante do início, que, em suas próprias palavras, era melhor sozinho. Sherlock cresceu nessa temporada ainda mais do que nas anteriores, enfrentando obstáculos dignos de season finale em cada um dos três episódios. Sua relação com John, Molly e sua família é posta a prova, quando ele se sacrifica inúmeras vezes para assegurar o bem-estar de cada um. O mesmo acontece em relação a si mesmo, quando falha em manter seu voto com John e Mary, sucumbe ao seu vício em drogas, duvida de sua capacidade e, como já disse, é assombrado por um segredo do passado.

Sua sanidade é posta a prova durante toda a temporada e, confesso, a cena final foi linda e emocionante (com a trilha sonora mais caprichada de toda a série). Tudo isso, interpretado maravilhosamente por Benedict Cumberbatch (mozão), que coloca significado em cada pequeno momento desse personagem que parece conhecer e entender tão bem.

1a7d2de2dde283a47dfd9272e4b21fe5

Então, se essa for mesmo a última temporada (o que espero arduamente que não seja), o que ficará dessa série para mim? Que quem você é, importa. Apesar do contrário ter sido dito em uma infeliz escolha de palavras no “discurso final” da série, as quatro temporadas mostraram sentimento e humanidade por trás da lenda de Sherlock Holmes e Dr. Watson e assim ela permanecerá na minha vida.

Acredite, eu poderia falar muito mais sobre esse assunto, mas acho que já foi o suficiente hehehe. Meus dedos estão cruzados para que um dia eu volte a falar de Sherlock, com episódio novos. De qualquer maneira, se acontecer, levará alguns anos.

Anúncios

3 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s