Sobre sonhos, ansiedade e paciência.

Esse texto é sobre sonhos, ansiedade, dor e paciência. Todas essas coisas se confrontaram dentro de mim de maneira especialmente cabulosa em 2016 e é preciso organizá-las.

Wanderlust, que remete à vontade de viajar, é talvez o sentimento mais presente em minha vida. Botar meus pézinhos em solo europeu é meu maior sonho, sem dúvida alguma. É algo simples para muitos, tenho certeza de que alguns de vocês lendo talvez já tenham o feito. Mas eu vou precisar fazer por mim mesma e isso me assusta, já que muitas vezes duvido que serei capaz.

Sempre sofri com a minha falta de paciência. Não no meu dia-a-dia, mas em relação ao futuro. Pois esse meu sonho está lá à frente, e não consigo enxergar como vou chegar até ele. Como quase todos na minha idade, estou passando por um período de falta de rumo. Não sei pra onde estou indo, nunca sei ao certo o que estou fazendo. E é doloroso admitir a terrível verdade: a quantidade de conquistas práticas nesse meu primeiro ano depois do ensino médio igualam-se a zero. Esse fato me aterrorizou muito, até que, há pouco menos de dois meses, pipocou na minha mente à seguinte conclusão: a única maneira de superar algo é “ir por dentro”. Não adianta querer contornar ou passar por cima de qualquer dor que você esteja sentindo. E minha dor era minha falta de motivação, meu medo de encarar a vida de frente.

Comecei escrevendo. Cutuquei certas feridas passadas, derramei seu sangue no papel. Derramei suas lágrimas também, mas essas foram literais. Escrevi como escrevo agora, mas aqueles textos ficam só pra mim. Depois conversei com pessoas próximas. Pouco a pouco o peso foi deixando meus ombros.

E descobri que sou jovem e tenho tempo. Descobri que a vida deve se modelar a mim e não devo sofrer por não alcançar algo que me fizeram acreditar como sendo o ideal.

Meu sonho continua lá na frente, inalcançável pro momento. Mas descubro, pouco a pouco, pequenos prazeres e projetos, pequenas belezas, pequenas coisas que me trazem paz. Não se engane, a falta de rumo continua por aqui, assim como os momentos de choro espontâneo. Mas a paz está mais presente, quase que milagrosamente. E minha certeza de que o mundo pode ser lindo também. Até mesmo minha fé em mim mesma parece não estar mais tão enterrada como costumava.

Mas talvez seja só o Natal chegando.

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9 comentários

  1. Dia desses li em algum lugar algo assim “Escrevo para não pagar um analista” e achei tão eu e agora tão você também. Escrever e cutucar as ferias faz bem, dói, mas é necessário.
    E sobre seus sonhos Isa, acredite que possa realiza-los e vá pra frente com isso. É só você contra você mesma, se conheça e seja capaz rs (digo isso pra mim todos os dias) e os meus sonhos irei vive-los (vivo), só depende de mim das coisas mais simples as mais complexas…sei q a maioria sabe, mas precisa mais q saber precisa de coragem fé e amor pra seguir ❤

    Enfim, que 2017 você o torne um ano melhor, e tenha sim mas paciência que cada passo um passo mais perto. E nunca esqueça que sem rumo, não é exatamente sem caminho talvez o sem rumo é exatamente p vc criar um novo!

    Que não seja só o Natal, seja só você mais próximo dos seus sonhos!

    Abraços, R.

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  2. Isa! Fazia oito meses que eu não postava nada no blog, e acho que por isso acabei ficando fora da ‘blogsfera’, o primeiro blog que procurei agora que voltei foi o céu. E quanta saudade 🙂 Seus textos continuam lindos como sempre, e isso de ser jovem e ter tempo é algo que eu preciso mesmo aprender. Beijos, Bella.

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