Sofia e eu

No início da semana falei sobre o livro As Virgens Suicidas e como, eventualmente, re assisti à sua adaptação cinematográfica após a leitura. Acontece que o filme foi dirigido pela Sofia Coppola, umas das diretoras/roteristas que mais adoro. Acabei não resistindo à tentação falar um pouco sobre seus outros filmes.

Foi em algum momento logo após completar 13 anos que me senti desconectada do mundo pela primeira vez, e me apaixonei pelo cinema, pela literatura – enfim, pela ficção – e foi nessa época que descobri os filmes da Sofia. Com o passar dos (poucos, mas significativos) anos, fui aprendendo a levar, a viver no mundo real, meio que encontrei um equilíbrio. Mas sempre tem aquelas horas que me sinto na pré-adolescência outra vez e é um sacrifício encarar eu mesma e minha própria vida. Digo tudo isso pois é por essa mesma situação que todos os personagens da Sofia estão passando, e foi isso que me fez assistir seus filmes tantas e tantas vezes.

Sua estreia sutil, mas certeira e cheia de personalidade, com As Virgens Suicidas foi seguida por Encontros e Desencontros, aquele que provavelmente será pra sempre seu melhor filme. Tem o Bill Murray e a Scarlett em Tokyo, tem quartos de hotel, tem insônia, tem indecisão – e lhe rendeu um Oscar por roteiro original. Hoje eu compreendo muito mais as situações e capto melhor as sutilezas desse filme. Até me conecto mais com ele do que com aquele que costumava ser meu favorito, Maria Antonieta.

E não é que hoje eu tenha deixado que gostar desse último, mas acontece que eu era obcecada por esse filme, assistia ele todos dias. Acho impossível não se apaixonar pelo personagem que a Sofia imaginou para a Maria Antonieta e seus traços de menina doce, confusa e mal compreendida. Mas o melhor desse filme com certeza é a estética impecável, com um figurino vencedor de Oscar e a maneira única como Versailles é retratado.

Sofia passa uma elegância natural para seus filmes, sendo capaz de balancear qualquer que seja a história com incríveis trilhas sonoras, recheadas de rock alternativo. Vai desenhando seus personagens aos poucos, coloca significado em seus silêncios e insere críticas através de sátiras sutis. Acho que ela não só fez jus à família de grandes criadores do cinema da qual faz parte, mas também criou algo diferente e com personalidade.

Ela ainda tem outros dois filmes: Um Lugar Qualquer e Bling Ring. Eu gosto muito dos dois, mas não tanto quanto os outros. O primeiro porém, me apresentou a essa música, uma das que mais me tocam nessa vida.

Espero que tenham gostado!

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