Sobre a minha banda favorita

É estranhamente difícil pra mim falar sobre minha banda favorita. Tudo o que ela significa pra mim e a quantidade de vezes em que ela me salvou. Decidi resgatar esse texto aqui dos rascunhos e dar uma ajeitadas, tudo pra deixar registrada essa paixão. Me apaixonei pela música desses caras quando tinha 12 anos, então acho posso dizer que cresci e aprendi muito com eles. Nos meus momentos mais solitários, foram muitos filmes e livros diferentes, mas sempre teve Beatles.

Me lembro da primeira vez em que ouvi Golden Slumbers e de ter tido a genuína sensação de querer mergulhar naquela música, sentir ela por todos os meus poros. O resto do mundo, tudo aquilo que andava me machucando, podia sumir.

Cada momento da jornada deles me é fascinante. Liverpool, quando se conheceram, a viagem pra Hamburgo, quando estouraram, a primeira visita aos Estados Unidos, o primeiro filme, quando causaram um redemoinho e uma fascinação nunca antes vista pelo mundo. Fizeram tudo isso com seu iê-iê-iê, com os terninhos, o corte de cabelo, as letras do Paul, as piadas do John, o sorriso do Ringo e a timidez do George. Tudo isso e a melhor parte nem tinha chegado ainda. Aquele era o aquecimento.

O primeiro gostinho veio com o Nowhere man do John, a Eleanor Rigby do Paul. Já não rimavam tanto, nem falavam só sobre as garotas. Falavam sobre solidão, sobre seus demônios. Sgt. Pepper surgiu e, com ele, a maior obra de rock da história. Uma das mais transformadoras e fascinantes. Magical Mistery Tour espelhou uma das maiores perdas da banda. O Álbum Branco reflete artistas que ainda não haviam atingido a casa dos 30, mas já criavam música como mestres. A despedida veio com o melhor lado B e o show no terraço.

Como fã, gosto de acreditar que foram companheiros até o fim. E acredito mesmo, pois compartilharam algo único. Mas, não tem como negar, o clima esfriou, eles mudaram, personagens que os rodeavam foram embora e outros novos chegaram. Depois que tudo acabou, o mundo, e talvez os próprios integrantes, tentaram assimilar tudo o que havia rolado naqueles dez anos da década de 60. A maneira como aqueles rapazes amadureceram, percorreram uma galáxia inteira de melodias em poucos anos, criaram tanto material que teria sido suficiente para 40 anos de carreira.

As peças do destino foram muito bem organizadas para que Paul conhecesse George, mais tarde John e depois Ringo. Eram meninos e a criatividade transbordou deles. O que fizeram juntos foi magia, foi puramente fascinante. Com certeza impossível de resumir-se em meia dúzia de parágrafos, assim como os sentimentos que provocaram em meio mundo. Mas a nostalgia bateu e fiz aqui esse resuminho. Só sei que nada pode ser comparado a essa história, essas pessoas e esse som.

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4 comentários

  1. Tenho enorme respeito pelos Beatles, mesmo não sendo assim uma fã. Sempre busquei conhecer as influências dos artistas que eu gosto ou de grandes nomes para o meio musical. É por isso que eu respeito os Beatles (e agradeço por sua música).

    E sobre escrever sobre a banda favorita, é difícil mesmo. Eu quase nunca faço! Acho algo bastante pessoal.

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  2. Realmente é bem difícil escrever a respeito de sua banda favorita, mas adorei o que você escreveu sobre os Beatles *-* Apesar de não ser fã, é uma banda que eu gosto muito de suas músicas e creio que eles sejam bastante influentes no mundo da música.
    Beijinhos!!

    Curtido por 1 pessoa

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