Acreditando

Eu nem percebia, mas acho que sempre fui uma pessoa cética. Apesar de ser emocional desde que me conheço por gente, passei minha adolescência acreditando que o triunfo cabia em uma fórmula pré projetada e seguindo-a a gente chegava “lá”. Mas, nos últimos tempos, isso com certeza mudou dentro de mim.

Talvez meu ceticismo tenha se acumulado como consequência da educação escolar que recebi. O estudo foi uma carga que eu não trocaria por quase nada e que realmente amei por muito tempo, mas é fato que são poucas as instituições de ensino interessadas em incentivar a individualidade e demorei pra entender isso. Quando espiei pra fora dessa bolha e enxerguei minhas verdadeiras paixões flutuando em um espaço sem dono, sendo abandonadas, sendo ocultadas de mim mesma. Também percebi que havia muitas pessoas vivendo e acreditando nessas paixões e que, olha só, elas eram felizes e realizadas.

O mundo de repente mostrou-se para mim, muito maior e mais complexo, porém, menos assustador, pois eu sabia que tinha ao meu lado alguém que valia a pena: eu mesma. Descobri que tudo bem ser como sou, que partir em busca dos meus sonhos funcionária mais do que viver na linha reta que haviam me ensinado. Minha confusão é tão válida quanto a ordem deles.

Quando estamos diante de uma decisão somos bombardeados por opiniões, sugestões, ordens! Mas, nesses momentos, tudo o que nos resta é acreditar. E aí entra algo em que a cada dia acredito mais, contradizendo meu eu cético: o poder da energia que transmitimos para o mundo. Meu último post mesmo foi sobre a importância de aceitar mudanças, mas, em certos momentos, precisamos nos segurar à certas possibilidades por quanto tempo for possível. Eu preciso acreditar, preciso ao menos tentar, preciso correr atrás do que atualmente incendia minha alma, nem que isso signifique ir contra a corrente, nem que signifique receber doses extras de sofrimento.

E, mais uma vez, sou grata ao ano turbulento que foi 2015. Saí desse redemoinho tão diferente e com linhas de pensamentos tão refrescantes, que foi surpreendente para mim mesma.

Levanto, agradeço, respiro fundo e vou em frente – acreditando.

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6 comentários

  1. Isa! Adorei o texto.
    Eu sempre fui meio dividida, entre ser cética, mas ao mesmo tempo, total emotiva descontrolada haha. Acabei me adaptando com o tempo a essas mudanças e, hoje, acredito que precisamos ter uma dose de fé, que o resto vem! :3
    Beijinho

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  2. eu me considero bastante cética, embora tenha as minhas intuições que não se explicam por fatos concretos. Mas também aí vem outra questão: o que são fatos concretos?
    em 2014 eu fiz uma aula de filosofia da ciência que fundiu minha mente. Como é provável que a gente explique qualquer coisa do mundo apresentando argumentos (e até provas), mesmo que isso não seja verdade. Isso faz a gente questionar muita coisa.
    em 2015 eu me aproximei mais do meu “coração”. Aquela intuição que agente sente sabe? sem explicação? tem me guiado por caminhos bem interessantes.

    mas no fundo não sei. acho que falei e não disse nada né? risos
    é porque no fundo, acho que estaremos sempre meio divididos mesmo, entre razão e emoção, fé e certeza.

    Curtido por 1 pessoa

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