Sobre abraçar mudanças 

Muitas vezes sou rude, muitas vezes reclamo demais, exijo muito das pessoas e não corro atrás do que desejo. Muitas vezes pego pesado comigo mesma, sussurro pro espelho que minha mente é fraca, que meus sentimentos são imaturos, que meu corpo e meu rosto são os piores e me coloco no fim da fila de pessoas que possam merecer qualquer coisa. Meus pensamentos às vezes são mesquinhos, preconceituosos e até machistas. Comparo minha vida com o Instagram, minha aparência com a de alguma menina que acabei de conhecer. Me encontro sendo o oposto de tudo aquilo que procuro ser: gentil, sensata, independente, mente aberta, confiante e ter pensamentos positivos e atitudes que os outros possam admirar.

Nos compararmos com os outros de maneira negativa é com certeza uma crueldade com nós mesmos e hoje em dia já não me permito mais fazer isso. Também desejo conquistar o mundo e trilhar meu caminho sendo sempre fiel à minha essência, pois sei que ser verdadeiro é necessário para experimentar-se alguma leveza. Porém, ultimamente, uma das coisas que mais tenho medo de cultivar é pena por mim mesma, pois acredito que já fiz isso demais na minha vida.

Às vezes tudo o que a gente quer é uma mudança. É refrescar um pouco nossos pensamentos, aprender mais, refinar nosso gostos (nem que isso, na verdade, signifique simplificá-los).

É inevitável se decepcionar consigo mesmo e precisar de mudanças. É necessário corrigir aquilo nos transforma em uma pedra no nosso próprio caminho. Despir-se de algumas coisas pode ser maravilhoso, pode abrir nosso campo de visão, nos transformar em algo maior! Somos um trabalho em progresso – principalmente aos 17 – e descobrir quem somos é uma montanha a ser escalada. Cada experiência que adicionarmos na nossa bagagem vai nos modificar, vai nos moldar, e, dependendo da maneira como decidirmos encarar a vida, tudo isso nos deixará mais fortes.

E aí está, mais uma questão da vida que sempre me aterrorizou, mas que atualmente, pelo contrário, me anima, me faz acreditar mais! Que venham as mudanças e toda a mão-de-obra que a vida esteja me reservando!

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8 comentários

  1. Isa, sofro do mesmo mal que você. Talvez você sinta que é complicado essa exposição toda à vida de outras pessoas por ficar se comparando e ter 17 anos, mas acredito que em qualquer idade isso é difícil. Eu já escrevi sobre e em diversos lugares eu reclamo disso, dessa coisa com as atuais redes sociais que fazem a gente se sentir um lixo. A vida de todo mundo parece mais intuito, todo mundo parece que sabe mais, todas as meninas são mais bonitas. E realmente dói. Saiba que não está sozinha nessa, é o mal da nossa geração. Mas se posso dizer algo, é para tirar um tempo para ficar longe disso tudo e pensar nas coisas que você gosta de verdade (já que somos influenciados a gostar de várias coisas), quem você é de verdade e eu quem você quer ser. No meio de tantas culturas e estilos diferentes, chega uma hora que não sabemos quem somos. É importante se encontrar, assim talvez você crie um escudo e não se afete mais com o que as pessoas ao seu redor são, pois você sabe quem é, e tá tudo bem ser você. É isso que ando tentando pelo menos e espero que te ajude!

    Um abraço!

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    1. Mel, palavras perfeitas! Mas sim, tudo isso já vem melhorando dentro de mim! Cada dia me sinto mais confortável na minha própria pele. Mas às vezes eu volto a me afogar nesse tipo de pensamento negativo e preciso desabafar!
      Obrigada por esse comentário lindo! Um beijo!

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  2. Isa, eu tenho 27 e continuo me comparando e não sendo aquilo que desejo ser 100% do tempo. haha. Relaxa, vai ser sempre assim. :p
    Só que com o tempo vamos entendendo que isso é normal e faz parte do ser humano.
    Você com 17 pode se considerar uma mente evoluída por refletir nessa profundidade o tema. Gostei demais do teu texto e principalmente da foto do livro.
    😉

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    1. Obrigada! E sim, cada vez mais me sinto mais confortável na minha própria pele, sabendo que tudo isso é normal!
      Não sei o que sentir sobre a parte da “mente evoluída” hahaha. Apenas agradeço pelo comentário!

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