Fazendo as pazes com 2015

Dezembro chegou. E que bom que chegou. 2015 não foi fácil, acho que pra muita gente, aliás. Pra mim, nunca foi tão difícil carregar meu próprio peso como nesse ano. Honestamente, minha mente passou por momentos de turbilhão tão exaustivos que meu corpo chegava a doer. Fiquei desesperada diante das mudanças que se aproximavam, me paralisei, me autodestruí em muitos momentos. Acabei vivendo na inércia e não realizei metade do que pretendia.

Esse desabafo até que foi fácil de deixar sair, talvez um pouco pesado pra começar o texto, mas onde quero chegar é que, até uns dois meses atrás, esse ano estava fadado a ser para sempre odiado, mas a vida me surpreendeu e, olha só, estou fazendo as pazes com 2015. Sim, continuou sendo um ano confuso, mas acho que comecei a enxergar o mundo com mais clareza, ver meus problemas pelo que eles realmente são – são passageiros e pequenos diante do tamanho dos meus sonhos. Também passei a valorizar como nunca a individualidade e questionar se deveria mesmo aceitar tudo o que o mundo me impunha. Por fim, fui tocada por um pouco de paz e autoconfiança e venho descobrindo mais e mais sobre mim mesma.

É lógico que pensei o que tantos pensaram antes de mim, “Se eu soubesse o que sei agora, seria tudo mais fácil”, “não prestava sofrer tanto”, mas eu não tinha como saber, tinha? Afinal, não somos nada mais do que as experiências que vamos jogando na nossa bagagem.

Agora, finalizando esse texto, estou na biblioteca da minha escola, provavelmente é última vez que passo a tarde aqui. Depois de sete anos, estou me despedindo desse lugar que aprendi a amar, está caindo uma tempestade lá fora, tudo intensificando ainda mais a nostalgia característica dos finais de ano e a melancolia que trago dentro de mim, deixando meus sonhos ainda mais à flor da pele.

Minha cabeça ainda é uma mess, ok? Ainda possuo apenas 1% das experiências que pretendo ter um dia, não virei uma guro, apenas alguém menos desesperada. E mesmo estando de bem com 2015, que bom que dezembro chegou, porque é o mês do Natal e porque estou ansiosa para descobrir o que mais existe dentro de mim mesma… um mundo interior tão grande quanto o mundo das estradas europeias que sonho em conhecer.

Ps: essa imagem linda foi criada por esta artista incrível.

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13 comentários

  1. Esse post está incrível e cheio de verdades! Meu favorito! Todo esse sentimento que dezembro traz é uma confusão e realmente, só deixa nossos sonhos gritando em nossas cabecinhas! Que tantos sentimentos se tornem energias para vivermos cada vez mais intensamente! ♥

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  2. Isa, nunca tinha parado pra ler teu blog! :O é muito intenso aqui, dá pra se colocar no seu lugar e sentir todo o peso que vc tem sentido. Mas que bom que, pelo menos no fim, vc tem ficado mais leve e mais contente com esse ano

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