As conexões estranhas da minha cabeça 

Já vou avisando que esse post vai ser bem random, talvez um pouco sem sentido, mas estou com vontade de falar sobre arte e sem muita inspiração para assuntos deeps. E essa sou eu evitando a vida.

Vocês conhecem o Saia Justa? É um dos raros programas de TV com faladeira que eu gosto de assistir, é transmitido pela gnt e é literalmente o que falei, um programas de faladeira, onde quatro mulheres – Astrid, Mônica, Bárbara e Maria – se juntam semanalmente para discutir assuntos relevantes e outros tantos irrelevantes. Parece conversa de italiano pelo volume e também conversa de amiga pela compreensão.

Dessas, a Maria Ribeiro é a faladeira com a língua mais afiada e é talvez o meu tipo favorito de pessoa: toda controversa, imperfeita, mistura o clássico com o pop, o filme consagrado com a novela, os grandes autores e a revista de fofoca. Mas já acumulou maturidade para poder expor suas inseguranças e transformar essa confusão em escrita boa. Comprei Trinta e oito e meio, seu primeiro livro de crônicas, essa semana, postei uma foto dele no Instagram e a Maria foi e comentou… foi lindo. Quando podemos contar a um autor que estamos lendo o livro dele?

Ela chamou atenção para o fato da minha foto ter colocado seu livro lado a lado com A Festa da Insignificância, do Milan Kundera. Realmente, Kundera é um autor consagrado e escreveu um dos livros mais incríveis do mundo – A Insustentável Leveza do Ser – mas dar tanta moral à Maria quanto à ele sou eu praticando as práticas da própria, misturando o improvável e amando toda a arte que coincida com a minha vibração.

A Maria, que ama Wes Anderson – o escritor e diretor de filmes como Os Excêntricos Tenenbaums e O Grande Hotel Budapeste – vive a procura de uma vida improvável como a dos personagens criados por ele, enxerga na esquisitice o mais divertido e não deixa de expressar seu amor por aqueles que a inspiram.


Deu pra entender onde quis chegar? Acho que não, né!? Essa sou eu querendo me afogar mais uma vez na literatura e no cinema. Vou criando na minha cabeça um mundo dominado pela arte, cheio dos Kunderas, Wes Endersons e Marias. Pincelado de toda ironia e sensibilidade que artistas como esses tem a oferecer, recorrendo à fantasia para evitar um choro à cada esquina. E muita divagação – que está feroz nesse texto. Ah, e Ed Sheeran para a trilha sonora – hoje vou descansar meus Beatles e curtir um novinho!

“O sonho é a prova de que imaginar, sonhar com aquilo que não aconteceu, é uma das necessidades mais profundas do homem.” Por fim, essa frase do Kundera me ajuda a me entender melhor e me sentir mais normal após escrever um texto tão esquisito.

Ps: a ilustração do livro da Maria foi criada pela artista Rita Wainer, provando que gente boa se cerca de gente boa ❤️

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