Filmes que lavam a alma

Eu não possuo essa coisa maravilhosa chamada Netflix, mas, assim como outras coisas boas da vida, várias pessoas que me amam o tem e eu me aposso do delas! Realmente, por mais anti-social que isso possa ser, passar o dia todo assistindo filmes e comendo porcaria é um dos meus programas favoritos! Mas esse ano minha vida está lastimável nos requisitos cinema e literatura. O terceiro ano chegou e minha rotina e minha cabeça viraram uma bagunça — vixe! melhor não me aprofundar nisso — mas, enfim, o resultado foi que me privei de muitas coisas que amo fazer. Porém, acho que o déficit está sendo mais na quantidade do que na qualidade. Assisti a pouquíssimos filmes, mas nunca acertei tanto na escolha deles!

Esse dias eu estava precisando de um filme que lavasse minha alma, sabe como é? Então decidi assistir Into The Wild… lágrimas forever! Fazia tempo que eu paquerava ele no Netflix, mas demorei pra assistir por medo de que não fosse tão bom e eu perdesse meus preciosos momentos podendo curtir um filme. A espera acabou sendo boa, acho que o filme veio no momento certo. Um momento em que eu estou cada vez mais de saco cheio de certas convenções sem sentido que o mundo insiste em nos impor.

É a história de Christopher McCandles, que, enojado com o modo materialista como a sociedade e os pais vivem, decide virar o Supertramp, e parte em uma viajem sem destino, sem data pra acabar, sem dinheiro e sem avisar a ninguém! O personagem é APAIXONANTE e sua trajetória aumentou ainda mais minha vontade doida de sair descobrindo o mundo! E o filme também tem o poder de quebrar o seu coração em caquinhos!

Queria falar de outro filme que assisti esse ano e amei: Medianeiras. É argentino e conta história de Martín e Mariana, dois jovens que, assim como o Supertramp, estão saturados da vida, mas diferentemente dele, não fazem nada pra mudá-la e continuam a vivê-la, infelizes e melancólicos. Achei o filme demais já no começo, quando os personagens analisam Bueno Aires, onde vivem, com todos seus aspectos decadentes, como o fato da cidade ter sido construída de costas para o rio (!) e sem estilo ou planejamento algum – “Exatamente assim é nossa vida, que construímos sem saber como queremos que fique”.

O desenrolar do roteiro trás uma sequência de situações que me fascinaram. Como quando o vizinho do parede de Mariana compra um piano e não para de tocar músicas tristes nele, então, imagina, você está em dos momentos mais difíceis de sua vida e alguém decide preparar uma trilha sonora!

O filme é uma aula de sensibilidade, ainda mais por encontrá-la em uma cidade grande do mundo moderno, onde ninguém presta atenção a ninguém e o choro vai sendo engolido até quando se aguentar. Enfim, é uma melancolia só, mas faz bem o meu estilo hahaha!

Agora, o que acabou acontecendo com ambos os filmes foi eu descobrir que eles já eram amados por metade do mundo! Sei que já estão em todos os blogs também hahaha! Cheguei atrasada nessa festa. Porém, agora estou dentro e mais uma vez extasiada pelo poder que personagens bem construídos como esses podem ter em nossas vidas!

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