Who I wanna be?

O cabuloso momento de escolher minha futura profissão. Para alguns é algo fácil, para outros, difícil. Para mim, toda essa história de encarar o mundo tem sido fonte da mais longa crise de ansiedade que já tive em todos meus anos de convicta ansiosa.

Tento usar a estratégia de olhar lá pra frente e imaginar o que vejo eu mesma fazendo todos os dias, o que vai me motivar a levantar às 6, 7 horas da manhã, só retornando ao intardecer, me sentindo satisfeita comigo mesma. Já fervilhei minha cabeça com essa ideia. Não cheguei a muitos lugares em relação a minha futura fonte de renda, mas questões um pouco mais amplas começaram a aparecer nessa minha cabeça confusa.

Quem eu quero ser? Ser. Só de pensar nisso já assusta pra caramba. Pra mim é algo muito maior do que uma profissão, apesar de muitas vezes as duas coisas se confundirem, o que pode ser maravilhoso, se você for um pintor, um letrista, um fotógrafo, mas sendo um empresário ou um balconista, seria uma vida na mediocridade, certo? O motivo disso é que os primeiros receberam uma das maiores bênçãos do mundo: são capazes de exteriorizar, de maneira sublime, o mundo fantasioso, caótico, obscuro e carnavalesco que todos temos dentro de nossa mente. Mas isso é pra poucos. A maioria das pessoas precisam esperar até o fim do turno para se libertarem.

Não que eu tenha desistido de fazer parte desse clube de poucos, espero sim um dia ser capaz de exercer diariamente minha vocação, só que posso levar um bom tempo para descobrir qual é ela (talvez escrever? cozinhar? correr? Ou quem sabe alguém um dia me pague para viajar?), mas tenho certeza que até lá nada irá poder calar minhas outras extremidades. Tá aí algo que desejo muito ser: alguém que ouve a si próprio.

Quero me apaixonar por novos projetos, me jogar sem preguiça na mão-de-obra da vida reservada pra mim, mas saber (ou aprender) quando desacelerar, respirar, me cuidar, pegar uma estrada, aproveitar uma noite em boa companhia, descobrir mais música, mais arte, mais pessoas, mais livros, mais cidades. O principal tá aí: viagens. Meu eu de 17 anos realmente espera que essa seja a prioridade do meu eu futuro. Descobrir esse mundo enorme, cheio de lugares e sensações esperando para deixar-nos apaixonados, maravilhados, acabados, decepcionados, aterrorizados, eletrizados… Que eu tenha força e saiba aproveitar um dia de cada vez, me renda menos ao pessimismo e seja menos sufocada pela velocidade do tic-tac do relógio.

Não faço ideia de como concluir esse texto, talvez porque esses sejam pensamentos que nunca cessam e se transformem a cada segundo. Melhor parar por aqui antes que eu mude de ideia.

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